Tarso Genro: “Teremos políticas de Estado para democratizar a Comunicação”

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por Marco Aurélio Weissheimer

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), entrou no bolicho do Centro de Treinamento da Procergs, para a entrevista coletiva com blogueiros e blogueiras, anunciando dois nomes chave de sua equipe de comunicação: Vera Spolidoro assumirá a Secretaria de Comunicação e Pedro Osório a Fundação Piratini. Ambos acompanharam a entrevista que se desenrolou por aproximadamente uma hora e meia. Definitivamente, não foi uma “entrevista chapa-branca”, como alguns críticos chegaram a afirmar. Tarso Genro foi questionado sobre propostas de governo e sobre temas polêmicas como a presença no governo de representantes de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, a relação com o MST e demais movimentos sociais, o destino dos investimentos das papeleiras, o projeto do Cais do Porto, na capital, e a relação com a mídia, entre outros temas.

Transmitida ao vivo pela internet e também pelo twitter, a entrevista marca um novo tipo de relacionamento entre governo e sociedade no Estado. Embora não sejam representativos de toda a sociedade, os blogs consolidaram uma posição no debate público que não pode mais ser negada. A exemplo do que aconteceu na entrevista do presidente Lula, abriu-se um espaço de interlocução com o poder estatal que até então estava restrito aos grandes meios de comunicação. A coletiva realizada na tarde desta sexta-feira no centro da Procergs mostrou que a famosa “democratização da comunicação” pode assumir formas concretas que não tiram pedaço de ninguém. Pelo contrário, tem o potencial de aproximar os governantes da sociedade e de exigir maior transparência por parte do Estado. Foi apenas a primeira experiência desse tipo e provavelmente deve ser reeditada ao longo do governo, com a ampliação e diversificação do número de participantes.

“Não teremos postura paternalista na Comunicação”
A pauta da entrevista foi diversificada. Tarso Genro respondeu a perguntas sobre temas que foram da economia solidária à prisão de Julian Assange, do Wikileaks. O governador repetiu posição expressa ontem pelo presidente Lula que cobrou dos grandes meios de comunicação e de suas entidades de classe uma posição condenando a prisão de Assange e ao cerceamento à liberdade de expressão. Para Tarso, o silêncio sobre a prisão de Assange expressa um cinismo radical de setores da grande mídia. Ainda no terreno da comunicação, ele anunciou que o debate sobre a criação do Conselho Estadual de Comunicação se dará no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e que seu governo não adotará uma postura paternalista em relação à chamada “mídia alternativa”. “Teremos políticas de Estado visando a democratização das fontes de produção e reprodução de informação e de opinião pública. Não existe hoje no Brasil o direito da livre circulação da opinião”. Seu governo buscará avançar nesta direção.

Uma ideia organizou quase todas as respostas de Tarso: inspirado nas experiências do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do governo Lula, e do Orçamento Participativo no RS, ele promete adotar o diálogo entre os diferentes setores sociais como mecanismo de resolução de conflitos e de elaboração de propostas para os problemas do Estado. Isso ficou claro, por exemplo, quando foi indagado sobre a relação com o MST, os movimentos sociais e os sindicatos que, como se sabe, no governo Yeda foram tratados como um caso de polícia. “A polícia não deve ser uma polícia de classe, de nenhuma classe em particular, mas sim uma polícia de Estado, uma instância republicana responsável pelo cumprimento da lei”, resumiu. Tarso disse que pretende conversar com o MST e outros movimentos para adotar uma estratégia de antecipação e resolução prévia de possíveis conflitos. “Queremos nos antecipar a qualquer confronto, usando a via do diálogo”, afirmou. Por outro lado, ainda falando sobre o MST, lembrou que o Estado brasileiro ainda deve uma Reforma Agrária à sociedade.

“Decisões da governadora Yeda vale até o fim de seu mandato”
Indagado sobre a presença, no governo, de partidos envolvidos em denúncias de corrupção, Tarso respondeu que nenhuma pessoa indicada para o governo estaria impedida pelos termos da Lei da Ficha Limpa. Ele anunciou que o governo terá uma Comissão de Ética Pública e que a Secretaria de Segurança terá um departamento especial para tratar do tema da corrupção. Por outro, defendeu uma alteração no foco desse debate, propondo que a sociedade passe a se preocupar também com os agentes corruptores do setor privado.

Tarso também falou sobre a polêmica envolvendo a direção do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A pouco menos de um mês do final de seu governo, Yeda Crusius (PSDB) indicou um nome para presidir o órgão, apoiado por 76 arrozeiros do Estado, contra a vontade do governador eleito que indicou para o cargo o nome do prefeito de Santa Vitória do Palmar, Cláudio Pereira. “O Irga é uma instituição do Estado e a função do presidente do órgão é conduzir políticas de Estado e não atender a interesses de um grupo de arrozeiros, com todo o respeito que tenho a esse setor produtivo. As decisões da governadora Yeda valem até o fim do seu mandato. A vontade de 76 arrozeiros deve valer mais que a vontade de um governador eleito com milhões de votos?” – indagou.

Órgãos ambientais serão recuperados
O governador anunciou, por fim, que pretende recuperar os órgãos ambientais do Estado, fortemente sucateados nos últimos anos, reaparelhando suas estruturas e realizando concursos públicos para remontar as equipes que foram desmontadas. Indagado sobre as divergências envolvendo a legislação ambiental e o novo Código Florestal, Tarso admitiu que há problemas que ele ainda não sabe como vai resolver aqui no Estado. Citou como exemplo a preocupação de pequenos agricultores com certos dispositivos da legislação que poderiam inviabilizar sua atividade produtiva. “Vamos ter que debater isso com todos os setores envolvidos”, avisou.

Foto: Eduardo Seidl/Agência Celeuma Imagem

Fonte: RSUrgente

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Blogueir@s entrevistam Tarso Genro, futuro governador do RS, em Porto Alegre.

O Blog do CEA participou hoje da entrevista de blogueir@s com o futuro governador gaúcho, Tarso Genro. A primeira, concedida por um governador ao mundo da mídia não corporativa e empresarial. Importante iniciativa do futuro governador, uma vez que comunicação não se faz apenas sendo dono de um jornal, rádio ou televisão. Tantos outros e outras também estão fazendo comunicação. O CEA, desde sua criação pauta a importância e o direito de acesso a informação. Assim, desde que conhecemos o mecanismo de blog, temos nos utilizado dele para veicular informações, materiais, vídeos, ou seja, contribuir para o conhecimento da questão socioambiental, entendendo que não é só de plantas e animais que se contrói o ambiente. Se constrói o ambiente também se fazendo política, ecopolítica para nós.

Sendo assim, aceitamos o desafio de questionar o futuro governador. Questões estas que serão muitas, mas que tiveram que ser extremamente sintetizadas.

Havíamos construído duas perguntas, a várias mãos, no entanto foi preciso transformar em apenas uma para que a gente pudesse ouvir o posicionamento do sr. Tarso Genro.

Nossas 2 perguntas “emendadas”, digamos assim, foram:

Um serviço público de qualidade passa por processos de gestão ambiental também qualificados, eficientes e comprometidos com o cumprimento da legislação ambiental. Isso tem uma relação direta com melhorias nas estruturas operacionais, na ampliação e qualificação do quadro funcional, bem como no incremento orçamentário. As 2 últimas administrações estaduais precarizaram e promoveram desmonte dos órgãos ambientais, especialmente àqueles de controle e fiscalização. No último governo foram constantes as tentativas de alteração da legislação ambiental estadual, acompanhadas de denúncias e ações no judiciário contra supostas fraudes em processos de licenciamento e outros atos administrativos.
Sendo assim, qual será o tratamento dado aos órgãos ambientais (como a SEMA, FEPAM, CONSEMA, Batalhão Ambiental da Brigada Militar) para que a gestão ambiental possa ser eficiente e eficaz, conforme inclusive está indicada em seu programa de governo?
Além disso, como o futuro governo do estado do RS avalia a proposta de diminuição da proteção das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e da Reserva legal, conforme propõe o PL de alteração do Código Florestal Brasileiro,e que traz conseqüências para lei ambiental gaúcha e também para os nossos dois biomas: a Mata Atlântica e o Pampa?

As resposta do futuro governador serão comentadas em breve, no entanto cabe adiantar que o mesmo não pareceu estar ciente do que vem ocorrendo acerca das alterações do Código Florestal Brasileiro, bem como se mostrou minimamente favorável a alterações visando adequação dos pequenos agricultores à legislação.

Além do CEA, haviam outros blogueir@s que também fizeram questões pertinentes a meio ambiente, como sobre as Papeleiras e a Metade Sul; poluição no rio dos Sinos.

Fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/

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Mídia 2.0

A equipe do CeL3Uma participou a convite da equipe de transição do governador eleito Tarso Genro, de entrevista coletiva organizada com cerca de  20 blogueiros no Centro de Treinamento da PROCERGS, na Zona Sul de Porto Alegre.

TARso anuncia SEcretaria de COMUnicação em coLetiva com BLogs

O encontro também foi um gesto político do governador em reconhecer o papel que esses geradores de conteúdo efetivamente conquistaram ao longo dos últimos, especialmente em romper com a hegemonia da informação controlada pelas empresas de comunicação.  Foi simbólico o anúncio de Vera Spolidoro como secretária de Comunicação e Inclusão Digital e Pedro Osório para a presidência da Fundação Piratini, que controla a tv e a rádio estatal.

Tarso respondeu, durante uma hora e meia, sobre temas como Economia Solidária, política de meio ambiente, Saúde e a criação de um Conselho de Comunicação. O governador também fez críticas as empresas de comunicação no país: “É importante para sociedade ter uma ferramenta para nortear os veículos de comunicação, não para cercear a liberdade de informação. Ao mesmo tempo que esse projeto é criticado pela grande mídia, não vejo na imprensa um movimento em defesa do criador do Wikileaks, que forneceu informação de forma gratuita a jornais e agora sofre perseguição sistemática”.

Abaixo a íntegra da pergunta que a equipe do CeL3uma formulou e a resposta do governador:

CeL3Uma: Nós, nos últimos oito anos, acompanhamos as pautas dos movimentos sociais do campo e da cidade, bem como dos sindicatos e testemunhamos vários episódios de violação dos direitos humanos, desde infiltração de policiais nos movimentos sociais, ameaças a lideranças, morte de um agricultor sem-terra, a ocupação da Defesa Civil por órgãos policiais, também com denuncia de desvios de materiais, ao mesmo tempo que um dos principais responsáveis por este cenário, o coronel Paulo Roberto Mendes ser promovido a juiz do Tribunal Militar. Certamente que a política de segurança pública no Rio Grande do Sul vai mudar radicalmente com a eleição deste governo. Agora a pergunta é, esses episódios citados, serão recuperados do limbo institucional e os responsáveis efetivamente punidos?

Governador Tarso:Seguramente esses acontecimentos já foram alvo de inquéritos e inquéritos que são feitos por autoridades, no caso da Brigada Militar, interna da BM, no caso da Policia Civil, internos da Policia Civil e estão vinculados a concepção do governo atual. Nós não sabemos o resultado desses inquéritos. Vamos examiná-los quando chegar o momento oportuno. Se tivermos alguma notificação a fazer ou abrir novos procedimento, nós abriremos.

Essa questão dos aparatos de segurança do Estado é uma questão muito complexa, ela não é uma questão simples. Isto está relacionado com a cultura política desses órgãos, no caso concreto do Brasil, originárias da época do Regime Militar e o aparato de segurança do país e as políticas de segurança que se desenvolveram no país pós-Regime Militar não mudaram a visão do Estado sobre os movimentos sociais. Não mudaram também a cultura das polícias a respeito deles. Então é necessário fazer mudanças institucionais, modificação nos quadros e também processualmente, mudar essa cultura.

Nós tivemos oportunidade de tratar exaustivamente desse assunto na Policia Federal, uma polícia de elite no país, que tem quadros extremamente preparados e que tinha iniciado uma transição, por assim dizer, uma adequação da Policia Federal aos objetivos da Constituição, a partir do governo Itamar Franco. A partir dali começa uma inflexão na Policia Federal para que ela se torne mais uma policia de Estado e menos uma polícia subordinada a contingências políticas. Nós tivemos oportunidade de aprofundar e radicalizar essa mudança nesses três anos. Eu tenho certeza que hoje a Policia Federal já não é mais a mesma. Ela é muito mais uma policia de Estado que uma polícia contingetemente vinculada a direção política do Estado como houve em um momento dado.

Posso contar para vocês um episódio, numa invasão, ocupação de terra que houve aqui no Rio Grande do Sul, o deputado federal Adão Pretto foi até esse lugar, cumprir o seu mandato parlamentar e certamente dar apoio aos ocupantes, porque essa era uma visão que ele representava no Parlamento. Chegando lá, o deputado Adão Pretto foi ‘gentilmente’ cercado por diversos latifundários ferozes que o estavam ameaçando de morte. Não só impedindo que ele cumprisse, de maneira adequada, o seu mandato constitucional, porque certamente ele não ia lá pegar em armas, nem incitar a invasão. A invasão já estava feita. Mas também ameaçando a vida de um cidadão brasileiro. Aquele momento foi um momento culminante de toda uma política de mudanças que nós fizemos na Polícia Federal e se aprofundou como política de estado naquele governo, naquele momento, naquela gestão. Eu determinei a Policia Federal que organizasse um grupo tarefa e que fosse lá, dar proteção ao deputado Adão Pretto. Dar proteção a ele, que o retirassem do lugar e o protegesse das ameaças  que estavam sendo realizadas contra ele. E assim a Polícia Federal fez, como toda a naturalidade, cumprindo a sua função como policia de Estado. Quando a Policia Federal estava fazendo isso, não estava defendo invasão, nem estava dando sustentação a quem estava ocupando as terras, que é uma questão social, uma questão política, que os governos tem que resolver. Estava cumprindo uma função de Estado.

Então esse exemplo, é um exemplo simbólico que serve muito para a visão que eu vou desenvolver para o sistema policial aqui do Estado. A policia do rio Grande do Sul não deve ser uma policia de classe! Não é uma policia a serviço nem dos proprietários de terra, nem do MST, nem de qualquer grupo social ou grupo político, nem de qualquer movimento social. É uma policia que vai estar a serviço do Estado e da Constituição. Ao mesmo que vai proteger o direito de manifestação e de mobilização das pessoas que querem fazer suas manifestações, vai também obedecer as normas judiciais e as normas constitucionais no que se refere ao direito de propriedade. Inclusive com capacidade de mediação de conflitos. Esse é um elemento muito importante inclusive do PRONASCI para que a força do Estado não precise ser usada, seja contra quem for. Seja contra os grandes agricultores  quando ocupam o Banco do Brasil quando estão com seus impréstimos vencidos, seja contra o MST, quando ele faz uma ocupação de terra, que está no seu programa de movimento social.

Antecipação em relação aos conflitos.Capacidade de mediação. Providências para que não seja necessário o uso da violência e proteção dos direitos constitucionais, tanto de quem se movimenta socialmente, quando de quem detém legitimamente a propriedade.

foto:Eduardo Seidl/Agência CeL3uma Imagem

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Coletiva #TarsoBlogs, sem inquisição e puxa-saquismo, apenas boa informação e comunicação.

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Ontem à tarde o Blog Brasil Autogestionário participou da coletiva de blogs com Tarso Genro (#TarsoBlog), governador eleito do Rio Grande do Sul, é a primeira vez na história do estado (e talvez país) que um governador dá uma coletiva para blogueir@s. A entrevista teve cobertura pelo Twitter @tarso13, além de ser transmitida na íntegra (streaming) na internet.

Mesmo correndo o risco de deixar alguém de fora, recordo da participação de 17 blogs (lista e links ao fim) presentes, que durante mais de 1h e meia abordaram diversos temas espinhosos e centrais para os gaúchos (as), amplitude que fez com que o governador eleito exercita-se ao máximo sua posição política e estratégias para o futuro governo, nesse sentido algumas frases em especial ganharam atenção de todos (as) presentes na coletiva:

Sobre a Economia Solidária: “Eu considero a Economia Solidária não como uma política social, mas uma política econômica” e “nós teremos que constituir através de norma constitucional inclusive uma nova teoria de empresa no Brasil, o que é, por exemplo, constituir empresas privadas de interesse público”;

Sobre a segurança pública: “A polícia não deve ser uma polícia de classe, de nenhuma classe em particular, mas sim uma polícia de Estado, uma instância republicana responsável pelo cumprimento da lei”;

Sobre as redes sociais digitais: “valorizar as redes sociais garante o debate, a qualidade e o equilíbrio da opinião pública”;

Sobre o IRGA: “O Irga é uma instituição do Estado e a função do presidente do órgão é conduzir políticas de Estado e não atender a interesses de um grupo de arrozeiros, com todo o respeito que tenho a esse setor produtivo. As decisões da governadora Yeda valem até o fim do seu mandato. A vontade de 76 arrozeiros deve valer mais que a vontade de um governador eleito com milhões de votos?”;

Sobre o Conselho de Comunicação: “É importante para sociedade ter uma ferramenta para nortear os veículos de comunicação, não para cercear a liberdade de informação. Ao mesmo tempo que esse projeto é criticado pela grande mídia, não vejo na imprensa um movimento em defesa do criador do Wikileaks, que forneceu informação de forma gratuita a jornais e agora sofre perseguição sistemática”;

Sobre a comunicação e a informação: “No Brasil não temos o direito de livre circulação de opinião, o direito a liberdade de imprensa não dá conta dessa questão”;

Sobre os Movimentos Sociais: a Polícia do Rio Grande agirá igual frente a manifestacões de latifundiários em renegociação de dividas, e de movimentos sociais como o MST na revindicação de suas pautas”;

Reforço que temas como Cais Mauá, indicação do Irga e a relação com a grande mídia tiveram seu devido espaço, mas não ofuscaram temas centrais para toda a coletividade do Rio Grande, como saúde, educação, desenvolvimento, democracia, movimento social e ambiente.

Vale ressaltar também a opção do governador eleito em anunciar na coletiva #TarsoBlogs a nova Secretária de Comunicação e Inclusão Digital, Vera Spolidoro, bem como o novo presidente da Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), o jornalista Pedro Osório. Tarso Genro valoriza desta forma a blogosfera e as Redes Sociais Digitais não vinculadas ao jornalismo tradicional.

A entrevista teve seus altos e baixos, a ampla gama de temas abordados, em geral bem complexos, dificultaram o detalhamento de muitas perguntas, ainda assim a qualidade da comunicação e informação que se gerou na coletiva #TarsoBlogs é infinitamente superior as coletivas tradicionais da grande mídia, geralmente superficiais, intimidatórias e focadas em nomes a serem indicados e nas tensões partidárias das coligações que formam o governo.

Em temas como ambiente, economia solidária e as PPPs (Parceria Público Privada), o governador eleito não conseguiu aprofundar a contento, em especial no tema ambiental passou em branco sobre algumas questões relativas ao novo código Florestal, na Economia Solidária ficou sem resposta a estratégias da nova Secretaria de Economia Solidária e Apoio a Pequena e Micro Empresa com relação ao crédito direto e as compras públicas dos empreendimentos.

Ainda assim na coletiva #TarsoBlogs teve-se a boa política e os temas centrais debatidos com profundidade, sem inquisição e puxa-saquismo, a boa informação e a comunicação estiveram em primeiro lugar, ponto e vitória da sociedade como um todo, que espera dos blogs essa qualidade que não se tem na mídia empresa tradicional.

Abaixo a lista de blogs participantes, em novo post coloco a pergunta que fiz sobre “Economia Solidária” e a transcrição da resposta do governador eleito Tarso Genro.

Café & AspirinasBlog do Julio GarciaCel3uma Brasil AutogestionárioDialógicoCloaca NewsRS UrgenteLuiz MullerBlog do MirgonCentro de Estudos AmbientaisSomos AndandoSátiro HupperCarlos CarvalhoAbraço RSColetivo Catarse AmbienteJá

Leia também:

Tarso concede entrevista a blogueiros e anuncia Secretária de Comunicação http://tinyurl.com/2fdproy Via RS13
Tarso Genro: “Teremos políticas de Estado para democratizar a Comunicação http://tinyurl.com/2fbsxe5 via @rsurgente
Tarso Genro c compromete c/democratização comunicação e deixa mídia gaúcha d cabelo em pé http://wp.me/pFCVn-20U @crisprodrigues
Vídeo rápido da coletiva @tarsogenro c/blogueir@s na tarde de ontem: http://youtu.be/ZUQ6kMH4iOY #TarsoBlogs
Blog do CEA entrevista futuro governador do RS: wp.me/pmDh0-31D

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Tarso concede entrevista a blogueiros e anuncia Secretária de Comunicação

O governador eleito Tarso Genro já declarou que pretende implantar no Estado projetos que foram bem-sucedidos a nível federal. No dia 24 de novembro, o presidente Lula recebeu blogueiros no Palácio do Planalto. Nesta sexta (10), foi a vez de Tarso Genro receber cerca de vinte blogueiros gaúchos. No encontro, o  futuro governador gaúcho  anunciou Vera Spolidoro como secretária de Comunicação e Inclusão Digital.

Por cerca de uma hora e meia, o governador eleito foi questionado sobre temas como a renovação do Cais do Porto e a criação de um Conselho de Comunicação. “É importante para sociedade ter uma ferramenta para nortear os veículos de comunicação, não para cercear a liberdade de informação. Ao mesmo tempo que esse projeto é criticado pela grande mídia, não vejo na imprensa um movimento em defesa do criador do Wikileaks, que forneceu informação de forma gratuita a jornais e agora sofre perseguição sistemática”.

Tarso comentou também a importância de valorizar os meios de comunicação alternativos. “Fazemos questão de prestigiar qualquer produtor de informação e de notícia, seja da grande imprensa, seja blogueiro. Mas a internet ajuda a romper com o pensamento único. Isso é estimulante, é a democratização da informação.”

Na ocasião, Tarso Genro anunciou que Vera Spolidoro comandará a Secretária da Comunicação e Inclusão Digital e falou das funções da secretaria a ser criada. A jornalista integra a equipe de transição do futuro governo estadual e coordenou o núcleo web na campanha de Tarso ao governo do Estado. Para a presidência da Fundação Piratini, responsável pela TVE e FM Cultura, Tarso anunciou o nome do professor Pedro Luiz Osório.

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Entrevista de Tarso com blogueir@s

Acompanhe, a partir das 15h30min, AQUI ou na página www.rs13.com.br.

Blogueir@s, via Somos Andando:

Café & Aspirinas – @carlakunze
Blog do Julio Garcia – @juliocsgarcia
Cel3uma – @fototaxia
Brasil Autogestionário – @luciouberdan
Dialógico – @claudiapoa
Cloaca News – @cloacanews
RS Urgente – @rsurgente
Diário Gauche – @Cristovao_Feil
Luiz Muller – @luizmuller
Blog do Mirgon – @mirgonkayser
Centro de Estudos Ambientais – @CintiaBarenho
Somos Andando – @criprodrigues
Sátiro Hupper
Carlos Carvalho – @mesa_de_luz
@danihammes

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