Blogueir@s entrevistam Tarso Genro, futuro governador do RS, em Porto Alegre.

O Blog do CEA participou hoje da entrevista de blogueir@s com o futuro governador gaúcho, Tarso Genro. A primeira, concedida por um governador ao mundo da mídia não corporativa e empresarial. Importante iniciativa do futuro governador, uma vez que comunicação não se faz apenas sendo dono de um jornal, rádio ou televisão. Tantos outros e outras também estão fazendo comunicação. O CEA, desde sua criação pauta a importância e o direito de acesso a informação. Assim, desde que conhecemos o mecanismo de blog, temos nos utilizado dele para veicular informações, materiais, vídeos, ou seja, contribuir para o conhecimento da questão socioambiental, entendendo que não é só de plantas e animais que se contrói o ambiente. Se constrói o ambiente também se fazendo política, ecopolítica para nós.

Sendo assim, aceitamos o desafio de questionar o futuro governador. Questões estas que serão muitas, mas que tiveram que ser extremamente sintetizadas.

Havíamos construído duas perguntas, a várias mãos, no entanto foi preciso transformar em apenas uma para que a gente pudesse ouvir o posicionamento do sr. Tarso Genro.

Nossas 2 perguntas “emendadas”, digamos assim, foram:

Um serviço público de qualidade passa por processos de gestão ambiental também qualificados, eficientes e comprometidos com o cumprimento da legislação ambiental. Isso tem uma relação direta com melhorias nas estruturas operacionais, na ampliação e qualificação do quadro funcional, bem como no incremento orçamentário. As 2 últimas administrações estaduais precarizaram e promoveram desmonte dos órgãos ambientais, especialmente àqueles de controle e fiscalização. No último governo foram constantes as tentativas de alteração da legislação ambiental estadual, acompanhadas de denúncias e ações no judiciário contra supostas fraudes em processos de licenciamento e outros atos administrativos.
Sendo assim, qual será o tratamento dado aos órgãos ambientais (como a SEMA, FEPAM, CONSEMA, Batalhão Ambiental da Brigada Militar) para que a gestão ambiental possa ser eficiente e eficaz, conforme inclusive está indicada em seu programa de governo?
Além disso, como o futuro governo do estado do RS avalia a proposta de diminuição da proteção das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e da Reserva legal, conforme propõe o PL de alteração do Código Florestal Brasileiro,e que traz conseqüências para lei ambiental gaúcha e também para os nossos dois biomas: a Mata Atlântica e o Pampa?

As resposta do futuro governador serão comentadas em breve, no entanto cabe adiantar que o mesmo não pareceu estar ciente do que vem ocorrendo acerca das alterações do Código Florestal Brasileiro, bem como se mostrou minimamente favorável a alterações visando adequação dos pequenos agricultores à legislação.

Além do CEA, haviam outros blogueir@s que também fizeram questões pertinentes a meio ambiente, como sobre as Papeleiras e a Metade Sul; poluição no rio dos Sinos.

Fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/

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